terça-feira, 31 de maio de 2011

Fichamento bucomaxilomacial Fratura de agulha


O tratamento odontológico não está isento de riscos, acidentes e complicações que podem estar associados aos vários tipos de procedimentos realizados pelo cirurgião dentista.
Dentre as especialidades, a cirurgia bucomaxilofacial é aquela em que o profissional está mais exposto a encontrar complicações . As agulhas anestésicas conduzem a solução anestésica do tubete aos tecidos, levando á interrupção temporária na condução dos impulsos dolorosos
As complicações que ocorrem devido a procedimentos em cirurgia oral menor podem ser trans-operatórias, como, por exemplo, lesões em tecidos moles e ósseos, fraturas radiculares durante exodontias; ou então pós-operatórias,como edema, trismo e infecções.
A prevenção ainda é melhor atitude, a fim de se evitarem fraturas de agulhas anestésica. Portanto,deve-se sempre utilizar agulhas com um calibre adequado para o procedimento, utilizar longas para injeções que exijam penetração significativa nos tecidos, como nos bloqueios do nervo alveolar superior , bem como evitar inserir toda a haste da agulha nos tecidos, já que a região entre a haste e o canhão é a maior fragilidade, sendo esse o local de maior freqüência de fratura.

Apesar de ser um acontecimento raro, a fratura de agulha anestésica ainda ocorre.
Logo cabe ao cirurgião dentista adotar todas as medidas preventivas possíveis para evitar esse acidente operatório, mas, se esse fato ainda vier a ocorrer, o dentista deve saber conduzir de forma adequada e solicitar ajuda a serviços especializados, a fim de obter a resolução do caso minimizando maiores danos.

Fichamento Odontogeriatria


O envelhecimento populacional traz um número enorme de implicações como as mudanças fisiológicas, as doenças sistêmicas, as deficiências físicas e mentais, dentre outras. Mas a Odontogeriatria é uma ciência fundamental não somente no tratamento curativo, restaurador, como no que se refere à medidas preventivas.
Historicamente existem deficiências acumuladas pelo sistema de saúde no tratamento odontológico no idoso, como por exemplo, o despreparo de tal sistema para preencher as necessidades especiais do idoso, a educação inadequada para treinamentos dos cirurgiões-dentistas interessados em Odontogeriatria e a má distribuição dos dentistas em regiões mais carentes.
As manifestações orais do envelhecimento modificam bioquimicamente o ambiente na cavidade oral, podendo contribuir para o desenvolvimento da halitose, para a produção de saburra lingual (placa bacteriana que recobre a língua) que possivelmente causa problemas sistêmicos e doenças bucais como a cárie e a doença periodontal.
Os pacientes idosos ainda podem estar sujeitos a outras complicações próprias da terceira idade, como a depressão, perda da memória, estresse, aterosclerose, obesidade, incontinência urinária, alergias, anemia e lesões da mucosa bucal.
Algumas deficiências crônicas podem ser encontradas no paciente geriátrico como a alteração auditiva, catarata, deficiência ortopédica, zumbidos, deficiência visual, glaucoma, ausência das extremidades, incapacidade para diferenciar cores, paralisia das extremidades. Além disso, muitos idosos têm medo do cirurgião-dentista, muitos têm instabilidade de postura, que os impossibilitam de deitar na cadeira ou levantar dela, muitos tem a mobilidade comprometida e dependem de cadeiras de rodas, bengalas, apoio de terceiros para caminhar, ou simplesmente não andam mais.
A higienização bucal pode se tornar difícil para os pacientes com artrite e outras doenças reumáticas deformantes1 e então recomenda-se engrossar o cabo das escovas dentais e também apertar o tubo do creme dental com as palmas das mãos, para que a força possa ser mais bem direcionada.



Fichamento odontologia do trabalho


A saúde do trabalhador tem sido objeto de inúmeros estudos, movidos principalmente pela necessidade de se dispor de uma força de trabalho apta a realizar, da melhor forma possível, todas as etapas do processo produtivo, o qual por sua vez, vem sofrendo profundas alterações, modificando substancialmente o perfil do trabalho e dos trabalhadores, seus determinantes de saúde doença, seu quadro epidemiológico, assim como as praticas de saúde voltadas para o trabalhador.
inúmeras justificativas ainda podem ser relacionadas em defesa da implantação de serviços odontológicos destinados ao segmento dos trabalhadores (schou,1993 ), dentre elas destacam-se : prevalência muito alta de problemas relacionados á cárie dental e ao periodonto , possibilidade de detecção precoce de lesões relacionadas as câncer bucal, das manifestações orais da AIDS e de outras doenças de relevância vital; cerca de 60% do tempo ou local de trabalho ; grandes chances de desenvolver um programa participativo; aumento da satisfação da força de trabalho; posição favorável das representações sindicais e dos trabalhadores em geral, que consideram ser o ambiente de trabalho adequado para o desenvolvimento de ações de promoção de saúde
contudo, o primeiro principio a ser observado quando da implantação de um programa de saúde (bucal ou geral) nas empresas, é que este deve visar a melhora das condições de saúde do trabalhador pautado em princípios  éticos e humanísticos , respeitando sua condição de ser humano, e não simplesmente como peças de um mecanismo de produção..
A implantação de um programa de atenção em saúde bucal voltado ao trabalhador teve ter como objetivo principal a promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde bucal deste trabalhador contribuindo assim para uma melhora em sua qualidade de vida.
Cabe ressaltar ainda que, o importante é não só levantar os problemas bucais que podem afetar diretamente os trabalhadores, deve-se analisar concretamente a epidemiologia e a patologia desse problemas, assim como estudar o impacto que possam ocasionar em suas qualidades de vida, trazendo á tona novos elementos na analise da causalidade das doenças e dos porquês da sua maior ocorrência e manutenção em determinados segmentos da sociedade.

Fichamento O Odontopediatra Diante de Maus-Tratos Infantis: Diagnóstico e Conduta



A violência doméstica e o abandono de crianças são problemas atuais da sociedade brasileira e mundial, ameaçando o seu bem-estar físico e mental. Diante desse fato, é crescente o número de profissionais das mais diversas áreas, bem como a sociedade em geral, que estão se mobilizando contra essas agressões.
Os maus-tratos praticados pelos próprios pais ou responsáveis são extremamente comuns, assumindo proporções assustadoras em países que já se organizaram para o recebimento de denúncias
CHAIM (1995) investigou qual a conduta que os cirurgiões-dentistas adotariam diante de uma criança vítima de agressões e maus-tratos. Os resultados mostraram que a classe odontológica e os acadêmicos não têm um modo padrão de agir, embora a maioria (55%) considere o diálogo com os pais ou responsáveis como a melhor forma de resolução para esse problema social. Segundo o autor, a comunidade odontológica carece de uma conduta padrão para os casos de violência contra crianças
Um sinal ou sintoma são motivos de alarme; um conjunto de sinais ou sintomas indicam a possibilidade de maus-tratos. Por conseguinte, o cirurgião-dentista deverá estar atento a: lesões físicas (hematomas, cortes, queimaduras); aparência descuidada e suja; desnutrição; comportamento extremamente tenso, agressivo ou apático; isolamento; abatimento; relutância em voltar para casa; excessiva preocupação em agradar; não confiança em adultos; choro sem causa aparente, entre outros (ABRAPIA, 1997).
Os profissionais da área de saúde, inclusive o dentista, além de professoras, pessoas que trabalhem em creches e qualquer pessoa que exerça alguma atividade ligada a crianças, devem estar preparados para identificar um caso suspeito de abuso infantil e conhecer os procedimentos necessários para se efetuar a comunicação à autoridade competente (VIEIRA et al., 1998).
Diante do exposto acima, é lícito afirmar que o cirurgião-dentista, como profissional da saúde, e, principalmente, como cidadão, deverá estar capacitado para identificar casos de crianças ou adolescentes vítimas de maus-tratos, fornecer os cuidados dentários emergenciais necessários e notificar as autoridades competentes.

Fichamento Diabetes e Doença Periodontal


Diabetes melito é uma doença crônica caracterizada por deficiência parcial ou total na produção de insulina ou por resistência á sua ação
A doença periodontal é a complicação oral mais importante, sendo considerada a sexta complicação clássica do diabetes  (2).
A doença periodontal é o processo inflamatório que ocorre na gengiva em resposta a antígenos bacterianos da placa dentária que se acumulam ao longo da margem gengival.
a doença periodontal grave afeta estruturas mais profundas, causando reabsorção das fibras colágenas do ligamento periodontal, reabsorção do osso alveolar, abscessos, aumento da profundidade das bolsas, maior mobilidade dentaria  perda de dente

Diversos fatores associados ao diabetes melitos podem influenciar a progressão  agressividade da doença periodontal .
Indivíduos com deficiência resposta imune não conseguem eliminar os microorganismos patogênicos perpetuando o processo inflamatório. A inflamação crônica produz radicais livres de oxigênio que ativam metaloproteinases, que degradam o colágeno do ligamento periodontal diminuindo a fixação do dente ao processo alveolar e aumentando a profundidade do sulco gengival.

em diabéticos,a atividade dos neutrófilos polimorfonucleares está modificada devido á diminuição da quimiotaxia, aderência, fagocitose e destruição intracelular, o que diminui a capacidade imunológica e a resposta inflamatória desses pacientes .
em pacientes diabéticos, as alterações do tecido conjuntivo e vascular prejudicam a cicatrização dos tecidos normais, propiciando o desenvolvimento de doença periodontal

a diabetes melito está rlacionado a diversas alterações que podem predispor á doença periodontal dentre elas, destacam-se as alterações bioquímicas, como produção de AGS, hiperglicemia intracelular gerando distúrbios nas vias do poliol, alterações na saliva. Distúrbios imunológicos, como redução da função dos neutrófilos e aumento da produção de citocinas e mediadores inflamatórios, alterações genéticas que aumentam a probabilidade desenvolvimento da doença periodontal e lesões teciduais, como comprimento do metabolismo do colágeno, aumento da permeabilidade vascular e espessamento da membrana basam capilar.
Os AGES parecem ser um dos principais responsáveis pelas alterações que levam á doença periodontal pois estão relacionados á diminuição da eficiência dos neutrófilos, aumento da destruição dos tecidos conjuntivo e ósseo , danos vasculares e produção exagerada de mediadores inflamatórios